APRENDIZAGEM POR MEIO DE UM PROJETO

Vou resumir aqui alguns pontos do trabalho de Léa da Cruz Fagundes Co-Autoras Débora Laurino e Luciane Sayuri Sato, para uma rápida compreensão da minha parte.

Pesquisas, sobre o desenvolvimento da inteligência e sobre o processo de aprendizagem, evidenciam que pode haver ensino sem haver aprendizagem; que aprendizagem se confunde com desenvolvimento; e desenvolvimento resulta em atividade operatória do sujeito, que constrói conhecimento quando está em interação com o meio, com os outros sujeitos e com os objetos de conhecimento de que ele deseja apropriar-se.

Um projeto para aprender vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações no sistema de significações, que constituem o conhecimento particular do aprendiz. É fundamental que a questão a ser pesquisada parta da curiosidade, das dúvidas, das indagações do aluno, ou dos alunos, e não imposta pelo professor. Isto porque a motivação é intrínseca, é própria do indivíduo. Temos encontrado que esta inversão de papéis pode ser muito significativa. Quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade.

Um professor, tão aprendiz quanto seus alunos, não funciona apenas cognitivamente, por isso, em um ambiente de aprendizagem construtivista, é preciso ativar mais do que o intelecto. A abordagem construtivista, sob uma perspectiva genética, propõe aprender tanto sobre o universo físico, quanto sobre o universo social. Mas é fundamental ativar a mente e a consciência espiritual, para aprender muito mais sobre seu mundo interior e subjetivo. Articular as formas de trabalho eleitas pelos alunos, com seus objetivos, interesses e estilos de aprender. Gerenciar a organização do ambiente de aprendizagem, programando o uso dos recursos tecnológicos. Acompanhar as atividades dos alunos, orientando sua busca com perguntas que estimulem seu pensamento e reflexão.  Por especialista, num currículo por projetos de aprendizagem, entende se a função de coordenar os conhecimentos específicos de sua área de formação, com as necessidades dos alunos de construir conhecimentos específicos. Assim, diferentes especialistas podem associar-se para identificar e relacionar aspectos, do problema investigado, que não estejam sendo contemplados ou que possam ser ampliados e aprofundados.

Como encaminhar o projeto de aprendizagem:

  1. Trabalhar consigo mesmo a percepção de seu próprio valor e promover a autoestima e a alegria de conviver e cooperar.
  2. Desenvolver um clima de respeito e de auto-respeito
  3. Estimular a livre expressão de cada um sobre sua forma diferente de apreender o mundo;
  4. Promover a definição compartilhada de parâmetros nas relações, e de regras para atendimento desses parâmetros, que considerem a beleza da convivência com as diferenças;
  5. Despertar a tomada de consciência pela iniciativa de avaliar individualmente, e em grupos, seus próprios atos e os resultados desses atos;
  6. Buscar a pesquisa e a vivência de valores de ordem superior, como qualidades inerentes a cada indivíduo.
  7. Selecionando softwares, materiais de laboratórios, de biblioteca, de artes, materiais disponíveis em servidores locais e na Web;
  8. Organizando planilhas de acordo com a solicitação de alunos e professores, para uso compartilhado de tempos e espaços;
  9. Agenciando e divulgando amplamente períodos e temas para comunicação em tempo real (síncrona), entrevistas, visitas, excursões presenciais e encontros virtuais planejados pelos diferentes grupos.
  10. Necessidades de descrever o que estão fazendo,  para testar e avaliar suas hipóteses;
  11. Esforço para formular argumentos explicativos;
  12. Prazer em documentar em relatórios analíticos e críticos seus procedimentos e produtos, seja em arquivos locais, seja em publicações na Internet.

Para finalizar o que interessa são as operações que o aprendiz possa realizar com estas informações, as coordenações, as inferências possíveis, os argumentos, as demonstrações. Pois, para construir conhecimento, é preciso reestruturar as significações anteriores, produzindo boas diferenciações e integrando ao sistema as novas significações. Esta integração é resultado da atividade de diferentes sistemas lógicos do sujeito, que interagem entre si e com os objetos a assimilar ou com os problemas a resolver. Finalmente, o conhecimento novo é produto de atividade intencional, interatividade cognitiva, interação entre os parceiros pensantes, trocas afetivas, investimento de interesses e valores.

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